Propinoduto: Líder do governo, FBC levava 40%, Eduardo Campos 60%, diz Crusoé

Um político de peso figura na lista de delatados. Ele é um dos nomes mais influentes da política nas últimas décadas, serviu a Dilma e agora serve ao atual governo. Ele é acusado de ter dividido milhões em propina com Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco morto durante a campanha presidencial de 2014 em um terrível acidente aéreo. A divisão da propina, segundo o acusador, era de 60% a 40%, mas a delação foi parar no arquivo da Procuradoria-Geral da República. Os personagens são Fernando Bezerra, ex-ministro de Dilma Rousseff e atual líder do governo no Senado, e Aldo Guedes, ex-assessor de Eduardo Campos. Fernando Bezerra volta, assim, ao centro das suspeitas, reveladas por Crusoé em maio.

Deleção de Guedes;

Em dez páginas, Guedes, que foi assessor de Campos e presidente da companhia estadual de gás de Pernambuco, resumiu como foi montado um azeitado propinoduto com as maiores empreiteiras do país, a fim de bancar as campanhas do ex-governador e presidenciável em 2006 e 2010. Logo no primeiro capítulo, diz que Fernando Bezerra, representante de uma das mais influentes oligarquias pernambucanas, era uma espécie de arquiteto do esquema e, ao mesmo tempo, beneficiário direto de parte dos dividendos: ele afirma que, do total arrecadado, 60% iam para Eduardo Campos e 40% ficavam com Bezerra.

 

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