Sem coligações proporcionais eleições deste ano servirá de laboratório para 2022

Suficientes razões há para se admitir que as eleições deste ano poderão oferecer temas para demoradas reflexões, que vão além das disputas de lideranças locais; a começar por contribuírem para expor o crescente empobrecimento dos municípios. Os partidos, ao que parece, também enfrentarão dificuldades para estruturar alianças, com proveitosa antecedência, complicados que estão com as novidades da legislação eleitoral, a começar por impedidos de construir coligações proporcionais, que, antes, interessavam a vereadores com mandato. Não é segredo que os acordos aliancistas sempre serviram aos mais fortes. Inevitável, também parece, que os resultados e as experiências que advirão do ano eleitoral hão de refletir mudanças no cenário de 2022, quando os atores já não serão mais os prefeitos e vereadores esfolados pelas dificuldades, mas substituídos em cena pelos candidatos a presidente, governador, bem como postulantes a cadeiras do Congresso e das Assembleias. Se os fatos insinuam que estamos num ano laboratorial, sem ser atípico, resta a convicção de que contribuirá para lançar mudanças no pleito de 2022.

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